quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Estudo aponta as dez florestas mais ameaçadas do mundo


A ONG Conservação Internacional (CI) lançou nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo coincide com a data pela qual a Organização das Nações Unidas (ONU) declara 2011 oficialmente o "Ano Internacional das Florestas", em evento em Nova York. As informações são do G1.

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, uma vez que restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já as florestas com maior risco de extinção ficam na Indo-Birmânia, na Ásia, e na Nova Zelândia - ambas com apenas 5% de cobertura original.

Em seguida vem a floresta de Sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões Central e Sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na Costa Oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

As ONU escolheu 2011 como o Ano Internacional das Florestas para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

“As florestas estão sendo destruídas a uma taxa alarmante para dar lugar a pastagens, plantações, mineração e expansão de áreas urbanas. Com isso, estamos destruindo nossa própria capacidade de sobreviver", alertou Olivier Langrand, diretor de política internacional da CI.


Fonte: ecodesenvolvimento.org.br

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